A Petrobras confirmou a presença de hidrocarbonetos na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas na costa do Amapá. Integrantes da estatal afirmam que a probabilidade de se tratar de petróleo é alta, embora a confirmação dependa de testes futuros.
O anúncio é visto como relevante por confirmar a teoria geológica da região, segundo Roberto Ardhengy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Ele disse que a descoberta reforça o conhecimento técnico e a capacidade operacional da companhia em águas profundas. O IBP, que representa grandes petroleiras, declarou que o achado sinaliza perspectivas positivas para a produção nacional de petróleo e gás natural a médio e longo prazo.
Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos, destacou que a notícia beneficia a reposição de reservas da empresa, especialmente se comparada ao pico de produção do pré-sal previsto para a década de 2030. Apesar do efeito limitado no curto prazo, o potencial da descoberta pode influenciar o humor dos investidores e o pagamento de dividendos.
O poço Morpho, local da descoberta, situa-se a cerca de 175 km da costa, com lâmina d’água de 2.886 metros. Enquanto alguns analistas consideram a notícia positiva para a tese de longo prazo da Petrobras, outros apontam que é prematuro definir o impacto financeiro sem dados concretos sobre o tamanho e a viabilidade econômica do achado.


