A Petrobras anunciou a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório no bloco FZA-M-59, localizado no Amapá, na Margem Equatorial brasileira. A descoberta é vista como um potencial complemento ao pré-sal, mas especialistas alertam para o tempo necessário para a viabilidade comercial.
O Bradesco BBI avalia o anúncio como relevante por abrir uma fronteira de exploração. Contudo, analistas da instituição indicam que o caminho entre encontrar hidrocarbonetos e comprovar um campo economicamente viável é extenso, dada a complexidade e a incerteza geológica da área. Os próximos anos serão dedicados à conclusão do poço, análises laboratoriais e licenciamento ambiental.
O BBI estima que a declaração de comercialidade possa ocorrer entre dois mil e vinte e nove e dois mil e trinta e um. O primeiro óleo, segundo a projeção, surgiria entre dois mil e trinta e dois e dois mil e trinta e seis. A XP Investimentos reforça que o plano de negócios da companhia prevê investimento de US$ 2,5 bilhões, ou cerca de R$ 13 bilhões, para perfurar quinze poços na região.
O Itaú BBA considera o achado um passo inicial para aumentar as reservas da empresa. A empresa de pesquisa energética estimou que a Bacia da Foz do Amazonas pode conter aproximadamente 5,7 bilhões de barris de petróleo recuperáveis. Caso esse potencial seja confirmado, as reservas provadas do Brasil poderiam crescer 33%.


