A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas. O anúncio ocorreu em Oiapoque, Amapá, e sinaliza um avanço na exploração da Margem Equatorial brasileira.
A companhia identificou os hidrocarbonetos sob uma lâmina d’água de 2.886 metros. Magda Chambriard, presidente da estatal, afirmou que a empresa continuará investindo na exploração, enquanto a engenharia trabalha para concluir os 1 mil metros finais de perfuração. Os trabalhos no poço já custaram US$ 300 milhões, com custo médio de US$ 1 milhão por dia.
O presidente Lula comparou o achado à descoberta do pré-sal na Bacia de Santos. Ele defendeu a atuação da estatal na pesquisa de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que mencionou a transição para biocombustíveis como “passaporte para o futuro” do país.
Para ampliar as buscas na região, a Petrobras solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorização para perfurar três novos poços. O órgão ambiental analisa dados complementares para decidir sobre as perfurações, após a estatal ter recebido multa de R$ 2,5 milhões em fevereiro por vazamento de fluido.

