A Polícia Federal (PF) aponta que o senador Jaques Wagner atuou em quatro frentes de interesse do antigo Banco Master e seus sócios. As constatações, oriundas da Operação Compliance Zero, indicam que o parlamentar participou de iniciativas legislativas que coincidem com interesses econômicos do grupo.
Segundo a PF, os investigadores compararam a atuação legislativa do senador com conversas de executivos do banco, buscando convergências entre projetos e interesses privados. As quatro áreas de foco incluem a ampliação do crédito consignado, mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e a regulamentação do mercado de créditos de carbono no Brasil.
O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que a PF identificou elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares e estruturas societárias ligadas ao grupo investigado.
Em nota, o senador afirmou estar tranquilo e ter “certeza de que vai provar sua inocência”, reforçando sua confiança nas instituições. As defesas dos sócios Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima não emitiram manifestação sobre as alegações.


