A Polícia Federal indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. O caso refere-se à queda de um avião ATR 72-500 em Vinhedo, São Paulo, em 9 de agosto de 2024, acidente que matou 62 pessoas.
A investigação da PF, que durou quase dois anos, concluiu que a perda de controle do voo ocorreu devido ao acúmulo de gelo, à inoperância do sistema pneumático de degelo e à não execução correta dos procedimentos previstos para tais condições, segundo a Polícia Federal.
O relatório pericial, com mais de 200 páginas, será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). O MPF definirá se apresentará denúncia à Justiça, solicitará novas diligências ou pedirá o arquivamento do inquérito.
A conclusão da PF ocorre cerca de duas semanas após a divulgação do relatório técnico do Cenipa, órgão responsável por apurar as causas do acidente para fins de prevenção, diferentemente da PF, que investiga responsabilidades criminais.


