A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a queda do voo 2283 da Voepass e indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da companhia aérea. A tragédia ocorreu em Vinhedo, no dia 9 de agosto de 2024, e resultou na morte de 62 pessoas a bordo da aeronave.
As conclusões da investigação criminal, apresentadas na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, apontaram uma sequência de falhas técnicas e descumprimento de procedimentos. A PF identificou também uma cultura organizacional que teria priorizado a continuidade das operações em detrimento da segurança, enquadrando os investigados no crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, conforme o artigo 261 do Código Penal.
O laudo do Instituto Nacional de Criminalística determinou que a perda de controle em voo foi causada pelo acúmulo de gelo na aeronave, somado à inoperância do sistema pneumático de degelo. A perícia analisou registros de voo e históricos de manutenção e constatou que a aeronave apresentava problemas de degelo em voos anteriores, mas essas ocorrências não foram registradas formalmente.
Os investigadores afirmaram que pilotos tiveram contato com alertas de degradação do desempenho, mas não comunicaram as falhas nos registros obrigatórios. Além disso, a PF indicou indícios de uma prática interna de minimizar falhas para manter os voos, o que enfraqueceu as barreiras de segurança da aeronave.


