A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e mais 47 pessoas por suspeita de corrupção e crimes relacionados a descontos indevidos em benefícios. A investigação, que apura desvios estimados em cerca de R$ 6 bilhões, foi concluída pela PF com o primeiro relatório da Operação Sem Desconto.
O inquérito apurou um esquema de desvios em aposentadorias. Foram indiciados o ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral Virgílio Antônio Ribeiro Filho e o ex-diretor de benefícios André Fidelis. Segundo o relatório, Stefanutto teria omitido-se na fiscalização de entidades associativas em troca de propinas mensais que atingiram o patamar de R$ 250.000,00.
A investigação também focou na Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), que foi caracterizada como organização criminosa. O presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi indiciado por corrupção e organização criminosa. A PF detectou planilhas de pagamentos de propina da Conafer, confirmando transferências bancárias correspondentes aos dados.
A PF informou que Virgílio Antônio Ribeiro recebeu pelo menos R$ 6,5 milhões em propina, e André Fidelis recebeu R$ 3,4 milhões. O material foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que deve encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR) para decisão sobre a denúncia.


