A Polícia Federal (PF) expande a investigação sobre o Banco de Brasília (BRB) após encontrar indícios de descumprimento de procedimentos internos na aquisição de carteiras do Banco Master. O inquérito, que apura fraudes financeiras, agora analisa a atuação de outros membros da diretoria da instituição.
A perícia realizada pela PF identificou possíveis falhas nos mecanismos de controle do BRB e a aprovação de operações fora dos procedimentos estabelecidos pela instituição. As suspeitas recaem sobre integrantes da diretoria colegiada, no contexto de transações que movimentaram cerca de R$ 12 bilhões.
A investigação apura a compra de carteiras de crédito vinculadas ao Master, que, segundo a PF, não pertenciam ao banco de um diretor e não possuíam garantias adequadas. Uma operação específica envolveu a Tirreno Consultoria, que vendeu ativos ao BRB por R$ 11,5 bilhões, após terem sido adquiridos pelo Master por R$ 6,3 bilhões.
Os peritos notaram que a estrutura operacional da Tirreno Consultoria seria incompatível com a dimensão da operação financeira realizada. A PF também detectou indícios de que os ativos negociados não tinham lastro, levantando questionamentos sobre a qualidade do que foi adquirido pelo BRB.
O pedido de diligências foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde está sob análise do ministro André Mendonça. A PF solicitou mais sessenta dias para colher novos depoimentos e analisar materiais apreendidos.

