A Polícia Federal (PF) investiga o ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva em um inquérito sobre relações comerciais. A apuração foca em supostos ilícitos na comercialização de cannabis medicinal, envolvendo o filho do presidente e um lobista.
O inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, apura irregularidades. Segundo fontes do caso, o nome do ex-chefe de gabinete aparece em mensagens de investigados da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O indivíduo, que chefiou o gabinete presidencial de janeiro de 2023 até 21 de julho de 2026, deixou o cargo para atuar na campanha eleitoral. Ele confirmou ter recebido empréstimo de uma lobista ligada ao lobista do INSS, afirmando em nota que “Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”.
A PF suspeita que o filho do presidente tenha sido sócio do lobista em negócios com produtos de canabidiol. As investigações identificaram tentativas de firmar contratos milionários com o Ministério da Saúde em 2024 e 2025, negociações que cessaram com a Operação Sem Desconto.


