A Polícia Federal realizou buscas em endereços vinculados ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A investigação apura fraudes fiscais na Refit e o favorecimento de empresários em contratos públicos estaduais.
Os agentes cumpriram dezesseis mandados de busca e apreensão após analisar celulares e computadores apreendidos em fase anterior da Operação Sem Refino. A suspeita aponta que o governo de Castro beneficiou Ricardo Magro, proprietário da Refit, que está foragido desde maio.
A Refit deve mais de 50 bilhões em impostos, conforme a Procuradoria da Fazenda Nacional, sendo a segunda maior devedora do estado do Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo revogou a autorização de funcionamento da refinaria na semana passada.
A investigação também foca em imóveis de alto padrão em Petrópolis, onde o ex-governador teria frequência, e em um apartamento na Barra da Tijuca. A polícia apura se o imóvel é usado em troca de benefícios a José Mauro de Farias Júnior, ex-policial federal e secretário de Transformação Digital.
Bernardo Rossi, ex-secretário de Meio Ambiente, também foi alvo de buscas. Ele teria atuado para aprovar licença ambiental da Refit, contrariando pareceres técnicos. A defesa de Castro negou participação em irregularidades e afirmou que o endereço em Petrópolis não tem ligação com ele há meses.


