A Polícia Federal apura o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva em articulações para facilitar contratos de medicamentos à base de canabidiol no governo federal. As informações surgiram de documentos de investigação que citam o filho do presidente como beneficiário indireto de negociações.
Fábio Luís Lula da Silva figura em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Segundo documentos da PF, a empresária Roberta Luchsinger mencionou o filho do presidente como referência decisória em projetos que visavam mudanças legislativas e contratos públicos. A polícia afirmou que ele foi indicado como beneficiário indireto das ações conduzidas por terceiros em seu nome.
A apuração da PF também revelou mensagens de Luchsinger sobre a necessidade de Fábio Luís deixar o Brasil até junho de dois mil e vinte e cinco, período em que ele se mudou para a Espanha. Além disso, o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, teria intermediado reunião entre a empresária e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa.
A representação da PF encaminhada ao STF indica que Fábio Luís Lula da Silva mantinha comunhão de interesses econômicos com Luchsinger e o empresário Fernando Bittar. O trio é investigado por manter sociedade oculta em negócios ligados à cannabis medicinal, com tentativas de venda ao Ministério da Saúde.
O documento da Polícia Federal explica que a atuação do grupo ultrapassava o lobby, incluindo facilitação de contratos públicos e promoção de mudanças legislativas para interesses privados, além de pagamentos a agentes públicos de alto escalão.

