Inquéritos da Polícia Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investigam o governador do Maranhão, Carlos Brandão, por suposta liderança de organização criminosa. As apurações apontam desvios de verbas públicas e ligação com um homicídio ocorrido em 2022.
Segundo o ministro Dino, os crimes investigados estão interligados. A PF também apura suposta pressão do senador Weverton Rocha sobre o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, para travar as apurações do assassinato. Brandão afirmou ser vítima de perseguição por parte de Dino.
Quatro processos tramitam sob a relatoria do ministro e envolvem o governador e aliados próximos. Um deles trata de obstrução e coação, envolvendo um indivíduo acusado de chefiar uma “contrainteligência” para influenciar testemunhas. Outros casos abordam critérios de escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e desvio de emendas parlamentares.
A investigação sobre o homicídio de João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho aponta Carlos Brandão como provável líder do esquema criminoso, segundo relatório da PF. O crime foi cometido por Gilbson Cutrim Junior, condenado a 13 anos de prisão. O ministro Dino autorizou novas buscas para apurar desvios de emendas parlamentares por meio de empresas onde Brandão é suspeito de ser sócio oculto.


