A Polícia Federal investiga se imóveis utilizados pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foram concedidos como vantagens indevidas em troca de benefícios em contratos estaduais. A operação, de segunda fase, apura possíveis esquemas de favorecimento envolvendo uma empresa contratada pelo governo.
A investigação foca em uma casa de luxo em Petrópolis, na Região Serrana, registrada em nome de sócia de Luiz Fernando Gomes, empresário da Engeprat Engenharia e Serviços. A empresa manteve contratos com o governo estadual que ultrapassam R$ 350 milhões, sendo que cerca de R$ 50 milhões foram contratados sem licitação, segundo a PF.
A busca e apreensão atingiu o imóvel em um condomínio de alto padrão, avaliado em mais de R$ 2 milhões. Os investigadores também analisam a cobertura na Barra da Tijuca, onde Castro residia, e se o uso do apartamento se ligava a pagamentos à empresa de José Mauro de Farias Júnior, ex-secretário estadual de Transformação Digital.
A operação também investiga a possível influência de agentes públicos na Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A PF apura se Castro criou um ambiente favorável aos interesses da refinaria, embora não participasse diretamente da concessão de licenças ambientais. Na época, o secretário estadual de Meio Ambiente, Bernardo Rossi, e o ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Renato Bussière, foram apontados como responsáveis pela atuação direta.
A defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação em irregularidades e afirmou que o imóvel de Petrópolis não tem ligação com o ex-governador há meses. Bernardo Rossi também negou envolvimento, declarando que suas ações ocorreram dentro da legalidade e pautadas por critérios técnicos.


