A Polícia Federal solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, uma prorrogação de sessenta dias para finalizar inquérito sobre o Banco Regional de Brasília (BRB). A investigação apura irregularidades na aquisição de carteiras fraudulentas do Banco Master, e a corporação identificou mais diretores da instituição.
A PF informou ao ministro que necessita colher depoimentos de membros da diretoria colegiada do BRB. Esses diretores aprovaram as operações financeiras realizadas com o Banco Master. O pedido de prorrogação, enviado ao STF, não citou nomes dos diretores suspeitos.
Até o momento, apenas o ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa foi preso na Operação Compliance Zero. Novas informações surgiram após laudo pericial da PF, que apontou possíveis descumprimentos de normativos internos e fragilidades de governança na instituição financeira.
O relatório parcial, enviado nesta quinta-feira, vinte, ao inquérito, detalhou a participação individualizada de integrantes da Diretoria Colegiada do BRB em deliberações ligadas aos fatos. Além disso, outro laudo pericial indicou falhas na governança do Banco Master durante a cessão de carteiras falsas da empresa Tirreno ao BRB.
A Polícia Federal ainda aguarda documentos do Banco Central do Brasil sobre o prejuízo das operações ao BRB. Por isso, a PF requereu a extensão do prazo investigativo por mais sessenta dias.

