A Pfizer registrou um crescimento de 9% em sua divisão de oncologia, totalizando 3,83 bilhões de dólares, impulsionada pela aquisição da Seagen. A empresa demonstra momento comercial sólido, enquanto a Amgen enfrenta pressão de biosimilares e precisa reconstruir seu crescimento.
A receita de oncologia da Pfizer atingiu 3,83 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. O desempenho foi liderado por Padcev, produto da Seagen, que gerou 591 milhões de dólares, um crescimento de 39% devido ao aumento de participação em urothelial de primeira linha. A empresa afirmou que o crescimento se deve a um momento comercial real, com produtos lançados e adquiridos crescendo 22% operacionalmente.
Em contraste, a trajetória da Amgen é dividida. Embora IMDELLTRA tenha subido 219% para 258 milhões de dólares e UPLIZNA tenha crescido 188%, o setor de cuidados de suporte legados declinou. Prolia caiu 34% para 727 milhões de dólares, e Enbrel registrou queda de 37% sob a precificação do Medicare Part D. O CEO da Amgen, Robert Bradway, comentou que 16 marcas atingiram crescimento de dois dígitos, o que permite a empresa crescer apesar das expirações de patentes.
A confiança da Pfizer se apoia em fluxos de receita existentes, como o ensaio de Fase 3 EV-304 de Padcev, que mostrou redução de 47% em recorrência tumoral em pacientes com MIBC, com meta PDUFA para 17 de agosto de 2026. Já a Amgen está em um caminho intensivo em capital, investindo em plataformas de alto risco, como MariTide, enquanto sua dívida se mantém em 57,3 bilhões de dólares.

