A Procuradoria-Geral do Município (PGM) prepara uma ação judicial contra a greve na educação, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A ação visa assegurar a continuidade dos serviços essenciais para os cerca de 120 mil alunos da rede municipal de ensino.
A PGM alega que o movimento grevista possui caráter ilegal e que adotará medidas administrativas e judiciais. A Secretaria Municipal de Educação (SME) enfatiza que servidores administrativos desempenham funções vitais no funcionamento das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), incluindo segurança, higiene e alimentação escolar.
Em resposta às reivindicações da categoria, a Prefeitura de Goiânia apresentou uma proposta de valorização da carreira. O prefeito Sandro Mabel comprometeu um investimento adicional de R$ 10,2 milhões em 2026, com projeção de alcançar R$ 62,6 milhões anuais em 2030.
O plano prevê a reestruturação progressiva da tabela de vencimentos entre 2026 e 2030, com efeitos a partir de agosto de 2026. Entre as medidas estão a elevação do piso do Nível I, Referência A, para R$ 1.640 e a correção gradual das diferenças entre referências e níveis.
A administração municipal reconhece o direito de reivindicação dos servidores, mas pede que paralisações observem a responsabilidade legal perante as consequências para os estudantes e suas famílias.


