A Procuradoria-Geral da República defendeu o envio à primeira instância de três inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As apurações, que tramitam no Supremo Tribunal Federal, têm origem em um caso sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.
A participação de Fábio Luís Lula da Silva não é por envolvimento direto no esquema do INSS. O nome do filho do presidente surgiu após a Polícia Federal apreender o celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga do investigado. A análise do aparelho apontou mensagens e elementos que levantaram suspeitas de tráfico de influência.
O conteúdo do celular também indicou uma relação entre Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que chefiava gabinete do presidente Lula até julho. Segundo as investigações, a empresária teria repassado dinheiro a Marcola. A PF encontrou ainda contatos e negociações envolvendo pessoas ligadas ao governo federal.
A manifestação da PGR foi enviada ao ministro André Mendonça, relator dos inquéritos no STF. Caso o entendimento seja aceito, as apurações prosseguirão na primeira instância da Justiça. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega irregularidades e afirma que ele não cometeu atos ilícitos.


