O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quarta-feira, dia 12, a rejeição de recursos apresentados pelo ex-presidente contra a proibição de visitas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes. A restrição impede o senador de visitar o ex-presidente em prisão domiciliar por trinta dias.
A limitação de visitas ocorreu no mês passado, após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Ele está em prisão domiciliar e proibido de fazer postagens, inclusive por intermédio de terceiros. A defesa do ex-presidente alegou que o senador, sendo advogado do pai, tinha direito de encontrá-lo.
Gonet afirmou ao Supremo Tribunal Federal que as medidas foram tomadas após o descumprimento da proibição de postagens por terceiros. Segundo o procurador, a divulgação do conteúdo pelo senador, referente a material entregue pelo ex-presidente em visita, contrariou uma das condições estabelecidas.
A suspensão das visitas foi ampliada devido à participação do ex-presidente na produção do material divulgado, explicou Gonet. O ex-presidente foi condenado no ano passado a vinte e sete anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Ele cumpre pena em regime domiciliar e se recupera de pneumonia bacteriana.


