Um estudo analisou mais de 12,7 milhões de óbitos nos Estados Unidos entre dois mil e vinte e zero e dois mil e vinte e quatro. A pesquisa descobriu que pilotos e comissários de bordo tiveram as maiores taxas de morte por câncer relacionado à radiação entre as 503 ocupações estudadas.
O trabalho, publicado na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados federais para correlacionar falecimentos com a ocupação habitual. Os profissionais da aviação absorvem radiação cósmica em altitudes acima de trinta mil pés, onde a atmosfera oferece menor proteção contra partículas de alta energia.
Os dados revelaram que, após ajustes por idade e sexo, pilotos e comissários de bordo registraram 6,7% e 6,9% de mortes por câncer relacionado à radiação, respectivamente. Esses percentuais superaram os de tecnólogos nucleares, embora os trabalhadores da aviação em terra não apresentassem taxas elevadas.
Os autores alertam que o estudo não estabelece causa e efeito definitivo, nem quantifica a exposição individual. Eles explicam que um passageiro que realiza dez viagens de ida e volta por ano absorve cerca de 0,4 milisieverts, muito menos que o acumulado por um profissional da aviação em um ano.
A pesquisa sugere que as agências reguladoras devem proteger os trabalhadores da altitude. A Federal Aviation Administration já reconhece a exposição ocupacional, mas os pilotos e comissários de bordo nos EUA não possuem limites federais de dose ou monitoramento de exposição.


