Wagner Luiz de Morais Pereira, conhecido como Wagão, faleceu aos 73 anos neste sábado (8/8) em Goiânia. O escultor e agitador cultural morreu em casa, no Jardim Europa, após um diagnóstico de câncer de pulmão há seis meses. Ele foi uma figura central na cena artística e no movimento underground do estado.
Wagão atuou como escultor, cenógrafo, designer de móveis e mobilizador cultural, deixando um legado ligado à história da arte e da música em Goiás. Nos anos 1970, ele foi um catalisador do movimento cultural local, participando do grupo Língua Solta e ajudando a idealizar os primeiros festivais de música da capital.
Com um apuro técnico singular, ele trabalhou por mais de quatro décadas com madeira, criando peças artesanais. Em 2003, expandiu sua atuação ao inaugurar o bar Terra do Nunca, um ponto de encontro conhecido pela cultura alternativa e rock regional. Segundo relatos, Wagão defendia a liberdade individual, recusando privilégios e mantendo uma postura de resistência aos valores sociais tradicionais por 50 anos.
O filho, Murah Lemos, de 45 anos, que atua como artista plástico em Nova Iorque, está produzindo uma escultura em tributo à trajetória do pai. Luciano Pinheiro, filho primogênito, acompanhou os últimos dias de Wagão em Goiânia e comentou que o pai tinha o dom de fazer amigos, um legado que ele levará consigo.


