O Pix deixou de ser novidade no Brasil e se consolidou como infraestrutura da economia. Em 2025, o sistema registrou quase 80 bilhões de transações, movimentando mais de R$ 35 trilhões. O Banco Central aponta que a mudança central é a ampliação de funções que utilizam essa base digital.
O Relatório de Gestão do Pix 2023–2025 descreve o sistema como uma Infraestrutura Pública Digital, capaz de se adaptar a necessidades de empresas e governos. As iniciativas futuras incluem o uso de fluxos Pix como garantia em crédito, integração com duplicatas escriturais e adaptação ao split tributário.
Essas funcionalidades sugerem que o Pix serve como camada comum para diversos serviços financeiros. O relatório enfatiza que, embora o Banco Central defina padrões, as instituições participantes mantêm liberdade para desenvolver soluções específicas para seus clientes.
A atuação brasileira espelha modelos internacionais, como os estudados pelo Bank for International Settlements (BIS). O Banco Central cumpre papéis de regulador, operador e coordenador da evolução do arranjo. A expansão das funcionalidades exige governança, pois decisões sobre padrões Pix em garantia afetam o mercado de crédito.

