A Comissão Executiva do Partido Liberal (PL) decidiu, nesta quinta-feira (28), receber a representação ético-disciplinar contra o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. A medida baseia-se em acusação de infidelidade partidária após o gestor declarar apoio à reeleição de Daniel Vilela, do MDB, ao governo de Goiás.
O caso será encaminhado ao Conselho de Ética do PL, que deve elaborar um parecer técnico. Esse documento servirá de base para a decisão final sobre a possível expulsão de Corrêa da legenda.
Leonardo Batista, advogado do PL em Goiás, informou em nota que a deliberação atual trata apenas de juízo de admissibilidade. Segundo Batista, a Executiva não julgou a conduta nem aplicou penalidades, cabendo agora ao Conselho de Ética a instrução do processo com garantia de ampla defesa ao prefeito.
O senador Wilder Morais, presidente estadual do PL e candidato ao governo de Goiás, declarou em nota que lamenta o partido gastar esforços para resolver questões internas.
A representação foi protocolada por um filiado no último sábado, data em que Corrêa manifestou apoio a Vilela durante a inauguração do comitê de campanha do emedebista em Anápolis. O PL possui candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas com Wilder Morais.
A legenda fundamenta a ação no Estatuto do PL, no Código de Ética e na Resolução Administrativa 004/2026 da Comissão Executiva Nacional. A norma proíbe que detentores de mandatos eletivos pelo partido apoiem publicamente candidatos de outras agremiações ou fora das coligações celebradas pela sigla.

