Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a cobrar ministros para percorrer o Brasil e divulgar ações da gestão petista. A Casa Civil definiu metas de três viagens semanais por ministro para inaugurações e visitas a obras, visando manter o governo em pauta durante o período de campanha.
As reuniões semanais no Planalto exigem que os chefes de pasta apresentem cronogramas e previsões de entrevistas em veículos regionais. O objetivo é apresentar os feitos do governo e contestar o que a administração classifica como notícias falsas da oposição. Um exemplo citado é a crítica a uma obra no Rio Grande do Norte, onde se alegava que o presidente inaugurou um local inacabado.
A Casa Civil mapeou que os ministérios da Saúde, Educação e Transportes possuem mais entregas na ponta. Apesar do pedido de reforço nas agendas, o Planalto apertou as orientações de comunicação. A Secretaria de Comunicação Social e a Secretaria de Assuntos Jurídicos instruem os ministros a evitar falas ufanistas ou exageros de elogios à gestão.
As diretrizes pedem que, se Lula for citado, não sejam feitas declarações passíveis de interpretação como propaganda eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral. Não há permissão para publicações de agendas ou uso de logomarcas da gestão petista nas redes oficiais. A ofensiva coordenada pela Casa Civil começou nas últimas três semanas, visando um impacto local e regional.


