A FIFA enfrenta tensão política devido a planos de venda de 21% dos direitos comerciais do futebol a investidores externos. A proposta, vista por algumas confederações como UEFA, CONCACAF e AFC, gerou forte oposição contra o presidente Gianni Infantino.
A realização da Copa do Mundo de 2026, considerada financeiramente rentável, com receita de R$ 15 bilhões, precedeu a divulgação do plano. Críticos apontam que a medida não se justifica pela necessidade de capitalização, sugerindo que o movimento visa agradar aliados políticos ligados a figuras do cenário político internacional.
O presidente da FIFA, eleito pelo voto de federações nacionais, toma decisões estratégicas sem aparente necessidade de prestação de contas. Especialistas em ciência política apontam que esse modelo de liderança, onde o dirigente concentra poder, gera crises periódicas quando suas decisões conflitam com os interesses dos aliados.
O crescimento comercial da entidade, acelerado desde a Copa do Mundo do Catar em 2022, não foi acompanhado por mecanismos sólidos de governança. A ausência de estruturas que equilibrem o poder presidencial e garantam transparência cria desgaste político interno.
Apesar da pressão, Infantino mantém apoio de outras confederações, como a CAF, que representa cinquenta e quatro federações, e a CONMEBOL, que conta com dez títulos mundiais. As confederações dissidentes, por sua vez, somam cento e trinta e cinco federações nacionais.


