A Polícia Metropolitana de Londres, conhecida como Scotland Yard, admitiu que expôs os endereços de e-mail de 143 vítimas de acusações contra o magnata egípcio Mohamed al-Fayed. O vazamento, classificado pela polícia como erro humano, ocorreu durante uma atualização de inquérito.
Oficiais da Scotland Yard informaram que, na terça-feira, 11 de agosto, um comunicado mensal foi enviado às vítimas sobre o avanço da investigação. Devido a falha humana, os e-mails dos destinatários ficaram visíveis em uma lista de distribuição. Um porta-voz da polícia desculpou-se pelo ocorrido, garantindo que todos os afetados foram notificados no dia do vazamento.
A lista de e-mails continha informações sobre vítimas de alegações de estupro, violência sexual, cárcere privado, tráfico humano, violência física, uso de drogas e aborto forçado. O empresário foi acusado por 421 pessoas. Sete suspeitos já foram interrogados pela polícia londrina, que trata o caso como prioridade.
A polícia submeteu-se à avaliação do Escritório do Comissário de Informação, órgão regulatório britânico sobre direitos à informação pública. Al-Fayed, ex-dono da loja de departamentos Harrods, era conhecido por alegações sobre a morte da princesa Diana e seu filho, Dodi al-Fayed, em 1997.
A conduta policial já foi alvo de críticas. Em junho, três sobreviventes apresentaram queixa ao Escritório Independente para Conduta Policial sobre o tratamento do caso entre 2018 e 2024. Atualmente, a Operação Cornpoppy investiga potenciais colaboradores dos crimes.


