A Polícia Federal intensificou o monitoramento das redes sociais e a segurança dos candidatos à Presidência da República com o início da campanha eleitoral neste domingo, dia 16. A corporação ampliou o acompanhamento de ameaças virtuais e fará avaliações diárias sobre o nível de risco enfrentado pelos presidenciáveis.
A análise de risco será atualizada conforme as características de cada compromisso de campanha e o volume de ameaças recebidas pelas equipes de segurança. Integrantes da PF informam que o enquadramento inicial de cada candidatura não é definitivo, podendo ser revisto durante a disputa.
O monitoramento das redes sociais é central na estratégia da corporação. Com a campanha oficial, os candidatos aumentam a presença em eventos públicos, o que eleva a complexidade das operações de segurança. Equipes de inteligência da PF acompanham publicações na internet para identificar ameaças direcionadas a manifestações ou eventos específicos.
Para as eleições de 2026, a PF desenvolveu uma matriz de risco que considera o histórico de ameaças e a exposição do candidato. A corporação estima gastar cerca de R$ 95 milhões na estrutura de proteção. Mais de seiscentos profissionais foram capacitados, e mais de 450 foram alocados diretamente na operação.
A operação é coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, e prevê atuação integrada com forças estaduais e municipais. A PF planeja usar recursos como veículos blindados, coletes balísticos e sistemas de defesa contra drones.


