A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois representantes do Goldman Sachs em um caso que envolve a Oncoclínicas. A acusação aponta que os executivos teriam participado de um expediente para induzir a empresa, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a bolsa B3 a um erro, impedindo uma oferta pública de ações.
Os indiciados foram enquadrados nos artigos do Código Penal que tratam de estelionato e fraude. Segundo o despacho policial, os representantes teriam tido ‘participação consciente’ em um esquema que conferiu aparência de legitimidade a uma falsa reconstrução da estrutura societária da companhia.
O inquérito, aberto em 2025, indica que a versão sobre a reorganização societária só surgiu quando a realização da Oferta Pública de Aquisição (OPA) poderia ser exigida. Essa versão era incompatível com dados fornecidos anteriormente pelo Goldman Sachs ao mercado.
As informações manipuladas teriam sido usadas para convencer a Oncoclínicas, a CVM, a B3 e os acionistas de que a oferta não era devida. Isso impediu a realização da OPA e permitiu a manutenção de participação superior ao limite estatutário sem o devido desembolso financeiro, causando prejuízo aos acionistas minoritários.


