A Polícia Civil de São Paulo investiga dirigentes do Clube Atlético Juventus por suspeita de desvio de verbas. O caso, conduzido pela Corregedoria, apura a participação do presidente e do presidente do Conselho Deliberativo em esquemas financeiros.
As apurações começaram em julho de 2026 e envolvem o presidente do clube e o presidente do Conselho Deliberativo. Um advogado que participou do esquema antes de romper com os envolvidos em março deste ano apresentou informações à polícia. Segundo ele, os desvios ocorreram por meio da divisão de honorários advocatícios em contratos firmados pelo clube.
Um dos negócios sob investigação é a venda da SAF do Juventus, que geraria R$ 20 milhões para o clube social. Desse montante, R$ 2 milhões seriam destinados a honorários. Esse valor seria dividido entre o presidente do Conselho Deliberativo, o presidente do clube e os advogados. O clube realizou um primeiro pagamento de R$ 900 mil em honorários em dezembro de 2025.
Outro contrato analisado é o firmado com a escola bilíngue Maple Bear, que ocupará parte da sede do clube na Mooca. Em abril de 2026, a empresa antecipou R$ 500 mil do acordo. O relato apresentado à polícia indicou que R$ 369 mil desse valor foram divididos entre uma das dirigentes e o presidente do Conselho Deliberativo.
Além das questões financeiras, conselheiros relataram episódios de intimidação em reuniões do Conselho Deliberativo. A instituição emitiu nota informando que não comenta o mérito de questões sob sigilo perante as autoridades competentes.

