Doze policiais militares respondem a processo de júri popular em São Paulo. Eles são acusados de nove homicídios ocorridos em dezembro de dois mil e dezenove, durante a dispersão de um baile funk na comunidade Paraisópolis.
A juíza Ana Luisa Marcondes determinou a ida dos agentes ao júri popular. A decisão foi publicada na segunda-feira, dia dezessete, e os policiais permanecem em liberdade. Não há data definida para o início do julgamento.
A magistrada acolheu o pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP) para classificar os crimes como homicídio por motivo torpe. Segundo a acusação, a ação policial desrespeitou protocolos ao bloquear ruas e usar cassetetes, balas de borracha e gás lacrimogênio contra mais de cinco mil pessoas presentes.
A denúncia aponta que o cenário resultou na morte de dez jovens. Sete jovens morreram por asfixia indireta e um por traumatismo raquimentar. O julgamento também analisará a denúncia de duas mulheres feridas na ocasião.
Em depoimento, a comandante da operação, um dos doze agentes, afirmou não ter ordenado o bloqueio das vias ou o confinamento dos frequentadores. Ela relatou que a mobilização ocorreu após apoio emergencial de outros policiais que alegaram ter sido alvo de tiros.

