A Polícia prendeu dois homens no interior de São Paulo por integrar célula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a denúncia, o grupo monitorava o promotor Lincoln Gakiya e o coordenador Roberto Medina, figuras ligadas ao sistema de justiça e prisões do estado.
O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro suspeitos por monitorar agentes públicos e apoiar planos da facção criminosa para assassinatos. As prisões ocorreram na sexta-feira, dia 14, em Presidente Prudente e Álvares Machado, durante a Operação Recon, no oeste paulista.
A investigação aponta que a célula vigiava Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Medina, alvos de ordens de assassinato do PCC há mais de dez anos. A promotoria listou nove processos no Tribunal de Justiça desde 2019 que mencionam ameaças contra autoridades e ordens de assassinato.
A apuração começou após a prisão em flagrante de um homem, sob suspeita de tráfico de drogas, em julho de 2025. A quebra de sigilo do celular desse indivíduo revelou indícios de que membros da facção levantavam rotinas de autoridades e seus familiares. Dados de geolocalização indicaram que ele esteve perto da penitenciária e do Poupatempo de Presidente Venceslau, locais de trabalho de Medina.
Outro suspeito seria responsável pelo monitoramento de Gakiya. Em um celular apreendido com ele, a polícia encontrou imagens de mapas com a localização da sede do Ministério Público em Presidente Prudente. Um terceiro indivíduo é apontado pela acusação como colaborador direto de outro, participando de comunicações reservadas e auxiliando na ocultação de vestígios digitais.


