A polícia da Ilha de Jeju, na Coreia do Sul, prendeu nesta semana um sargento suspeito de encerrar prematuramente até 300 casos de pessoas desaparecidas. A ação ocorre após a localização de quatro corpos em um intervalo de 72 horas, revelando que o agente fornecia informações falsas às famílias das vítimas.
O policial, identificado pelo sobrenome Bu, teria arquivado ocorrências sem realizar as buscas necessárias. Segundo a imprensa local, investigadores apuram que o sargento afirmava a parentes que as pessoas procuradas haviam sido encontradas em segurança para justificar o encerramento dos registros.
Uma das vítimas, Jang Mi-ran, de 37 anos, foi localizada na segunda-feira em uma plantação de palmeiras, 104 dias após sumir. A família relatou que Bu informou que a mulher estava bem e teria dito ao namorado da vítima que ela não queria contato com familiares por pretender recomeçar a vida. A investigação constatou que não houve conversa entre Jang e a polícia.
Outro caso envolve um homem de aproximadamente 60 anos, desaparecido desde 28 de junho e encontrado morto no último sábado. O filho da vítima disse à imprensa local que a família esperou por 51 dias após o sargento garantir que o pai estava seguro, mas não revelou a localização.
As autoridades informaram que, inicialmente, não foram encontrados sinais evidentes de crime na morte do homem. Outros dois corpos de pessoas registradas como desaparecidas foram localizados no fim de semana em Jeju, e a polícia investiga se há relação direta com a conduta de Bu.
Os investigadores iniciaram a revisão de cerca de 300 ocorrências que passaram pelo sargento. Além da prisão do agente, quatro superiores hierárquicos foram afastados temporariamente de suas funções.


