O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, anunciou a prisão de um homem de nacionalidade russa. O indivíduo foi contratado por Moscou para assassinar um cidadão ucraniano-americano em Varsóvia. A ação ocorreu após a intervenção da Agência de Segurança Interna e da polícia polonesa.
Tusk informou que o suspeito foi detido na sexta-feira. Ele declarou que as forças de segurança detiveram um cidadão russo recrutado por serviços de inteligência russos. O alvo possuía passaportes ucraniano e americano.
O líder polonês afirmou que este foi o primeiro caso em que alguém ligado à Rússia tentou atacar um cidadão americano no território de um país da OTAN. A operação contou com cooperação de serviços dos Estados Unidos, conforme disse Tomasz Siemoniak, ministro polonês responsável por serviços de inteligência.
O ministro Siemoniak relatou que mapeou cerca de duzentos atos de sabotagem, incêndio e outras interrupções em toda a Europa desde o início da guerra na Ucrânia, atos que autoridades ligam à Rússia. O presidente Vladimir Putin negou, em maio, estar conduzindo uma campanha de sabotagem contra a Europa.
Casos anteriores mostram tentativas de atentado. Em junho, um artista russo crítico a Putin foi morto em leste da Polônia. Além disso, autoridades francesas frustraram um plano contra um exilado russo, e órgãos lituanos e alemães também interromperam tentativas de assassinato contra apoiadores da Ucrânia e militares.


