O porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio para participar de uma operação militar contra o Irã. O Comando Central dos EUA confirmou a mobilização do grupo de ataque na região. A movimentação substitui outra embarcação e levanta preocupações sobre a defesa no Pacífico.
O navio, acompanhado por embarcações dos Estados Unidos, Reino Unido e França, atua em uma mobilização programada. Ele assume o posto do USS Abraham Lincoln, que enfrenta problemas técnicos e relatos de crise de saúde mental entre a tripulação, conforme a imprensa norte-americana. O Pentágono anunciou o envio do USS George Washington na semana anterior.
Um analista apontou que o envio do porta-aviões para o Oriente Médio cria um “buraco” no Pacífico. O navio, que serve como reserva e dissuasão na região, estava estacionado em uma base militar em Yokosuka, no Japão, para prevenir escaladas no leste asiático. O deslocamento temporário deixa os EUA sem presença imediata na área.
O conflito com o Irã se estende por quase seis meses, e as tensões aumentam com ameaças mútuas. O presidente Donald Trump ameaçou isolar economicamente o Irã e bombardear Omã caso o país negocie com Teerã sobre a navegação no Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, estabeleceu exigências para não escalar a guerra.
Além da mudança estratégica no Pacífico, relatos indicam que o Exército dos EUA enfrenta estoque baixo de baterias de defesa aérea Patriot e mísseis de longo alcance ATACMS. A escalada de ameaças entre o governo americano e o regime iraniano mantém o cenário de alta tensão na região.


