Os investimentos de mercado dos consumidores nos Estados Unidos alcançaram um valor recorde de 350 mil dólares, segundo dados da Bloomberg. O número, que engloba ações individuais, fundos e aposentadorias, mais que dobrou nos últimos dois anos. Paralelamente, a parcela da dívida nacional por família cresceu para 296,5 mil dólares.
O valor mediano dos investimentos subiu 75% apenas em janeiro, chegando a um patamar que não ultrapassava 150 mil dólares antes de 2024. A alta reflete ganhos concentrados em ações e maior exposição das famílias ao mercado. O índice SPDR S&P 500 ETF Trust, por exemplo, subiu 12,78% no ano e 20,2% no último ano.
Apesar do aumento do patrimônio, a renda média horária real permaneceu estável em julho de 2026. A taxa de poupança pessoal caiu para 2,8% no segundo trimestre de 2026, contra cinco por cento um ano antes. Isso indica que a riqueza está sendo gerada pelos preços dos ativos, e não pelos salários.
Em contraste, a dívida familiar cresce mais rapidamente. O país ultrapassou 40 trilhões de dólares em dívida total apenas cinco meses após atingir 39 trilhões de dólares. Os custos federais de empréstimos mais altos já afetam as famílias por meio de taxas de hipoteca e crédito automotivo.
Analistas apontam que, enquanto o valor do portfólio pode ser revertido em semanas, a obrigação de dívida de 296,5 mil dólares por família é permanente. O sentimento do consumidor, medido em junho de 2026, registrou 49,5, um nível classificado como recessivo.


