O Porto de Santana, no Amapá, tornou-se rota estratégica para a exportação de soja produzida no Centro-Oeste. A localização do terminal diminui distâncias no transporte até o mercado externo, atraindo produtores e exportadores que buscam reduzir custos logísticos.
Diretor das Docas de Santana, Edival Tork, informou que o volume movimentado pelo porto cresceu significativamente. Em dois mil e cinco, o terminal processou 1,2 milhão de toneladas. A previsão para dois mil e vinte e seis é atingir 1,4 milhão de toneladas.
A maior parte da soja embarcada provém do Centro-Oeste. Cerca de 97% do volume chega do Mato Grosso, enquanto a produção local do Amapá deve representar aproximadamente três por cento, o equivalente a trinta mil toneladas anuais. A proximidade geográfica permite que o transporte da produção do Centro-Oeste evite longas viagens terrestres até outros portos, o que, segundo Tork, pode reduzir em até 30% os custos logísticos.
A infraestrutura do porto também foi ampliada para atender ao aumento da movimentação. Um novo shiploader incrementou a capacidade de carregamento. O terminal possui três silos para armazenar soja e milho, totalizando cinquenta e quatro mil toneladas de capacidade.
A produção agrícola no Amapá também avança. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que o estado colha quase trinta e dois mil toneladas de soja na safra de dois mil e vinte e seis, um aumento de vinte por cento em relação ao ano anterior. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amapá (Sema) emitiu cinquenta licenças ambientais para plantio de grãos nos últimos quatro anos.


