O estado de São Paulo registrou 23 casos de sarampo em 2026, e a Prefeitura da cidade promove campanha de reforço em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A falta de imunizantes foi detectada em dez postos, principalmente na Zona Sul, segundo verificação realizada na última sexta-feira (7).
O Ministério da Saúde recomendou que todos os residentes, entre 6 meses e 59 anos, se vacinem contra o sarampo, mesmo que já tenham tomado a dose prévia. A campanha de reforço acontece nas UBSs e nas AMAs/UBSs Integradas da capital. Para auxiliar a população, foi disponibilizada a plataforma “De Olho na Fila”, que mostra a disponibilidade de vacinas e o fluxo de pessoas em tempo real.
A Zona Sul foi a região com maior incidência de falta de imunizantes, com sete postos sem vacina, sendo quatro localizados no bairro Capão Redondo. Na Zona Leste, dois postos, a UBS Gleba do Pêssego e a AMA UBS Jardim Grimaldi, também apresentaram ausência de vacina. Em contrapartida, as regiões central e oeste possuem vacina disponível nos postos convencionais.
A doença, que se transmite por vias aéreas, pode causar sintomas como febre alta, tosse seca e manchas vermelhas pelo corpo. Segundo a médica infectologista Riana Rodrigues Emilio Lopes, a vacinação é a melhor forma de proteção. O Ministério da Saúde informou que a cobertura vacinal nacional para a primeira dose da tríplice viral atingiu 77,5% em 2026, com meta de 95%.


