O prazo de 60 dias, estabelecido em junho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito com o Irã e negociar seu programa nuclear, se encerra nesta segunda-feira, 17 de agosto. As partes demonstram distanciamento das condições iniciais do acordo provisório.
As conversas, quando ocorreram, focaram na reabertura do Estreito de Ormuz e no levantamento do bloqueio americano imposto ao Irã. Não há sinais de concessões relativas ao estreito, nem início de tratativas nucleares detalhadas. Washington enfrenta dificuldades para se retirar do conflito iniciado ao lado de Israel.
Desde fevereiro, os EUA aplicaram sanções adicionais aos setores marítimo, energético e financeiro, além de manter o bloqueio naval. Ceder às demandas do Irã implicaria permitir o controle da via navegável, que movimentava um quinto do petróleo e gás comercializados globalmente antes da guerra, o que seria visto como derrota.
O memorando de entendimento de junho previa a suspensão de operações militares e o prazo para resolução da disputa nuclear. O Irã utilizou uma cláusula vaga sobre o tráfego no estreito para reivindicar controle da hidrovia. Posteriormente, o Irã disparou contra embarcações perto da costa de Omã, levando a retaliações dos Estados Unidos.
O Paquistão, que intermediou o acordo, afirmou que não encerrará o assunto, mas expressou esperança por uma prorrogação do prazo final. O Irã exige o fim do bloqueio e a retirada de forças americanas, mas mantém a posição de controlar o estreito, negociando com Omã.


