O preço do diesel nos Estados Unidos atingiu um pico histórico, impulsionado por um alto índice de lucro das refinarias. O indicador, que mede o prêmio que os refinadores obtêm, alcançou 102,20 dólares por barril em segunda-feira. A situação aponta para escassez do combustível, mesmo com o petróleo bruto em níveis mais estáveis.
O índice de diesel, que normalmente varia entre os quinze e vinte dólares, disparou cinco vezes esse patamar. Segundo dados citados por analistas, as exportações de diesel do Golfo Pérsico caíram oitenta por cento em relação ao ano anterior, enquanto as exportações de petróleo bruto da região caíram 48%. Interrupções em refinarias na Rússia, Irã e na instalação de Jazan, na Arábia Saudita, somadas a um banimento de exportação russo, restringiram a capacidade de processamento.
O combustível é vital para a economia real, movendo caminhões, máquinas agrícolas e navios de carga. Analistas do Banco de Investimento de Nova York afirmaram que, sem uma recuperação na oferta, o mercado de diesel deve permanecer apertado, volátil e caro até o próximo ano. Isso pressiona as margens de produtores e repassa custos ao consumidor final.
As empresas com grande exposição ao diesel são as principais beneficiadas. Dados do segundo trimestre mostram que a margem de refino da Valero Energy quase dobrou anualmente. A Marathon Petroleum viu sua margem de refino e comercialização saltar de 17,58 para 36,33 dólares por barril. Essas companhias estão convertendo o gargalo estrutural em fluxo de caixa livre.


