O prefeito de Berlim, Kai Wegner, afirmou nesta sexta-feira (28) que a administração da capital alemã sofre chantagem de hackers após um ataque cibernético ocorrido há duas semanas. O crime resultou no roubo de dados confidenciais e na interrupção de serviços municipais, mas a prefeitura declarou que não cederá às exigências.
A exigência de pagamento chegou na quinta-feira. Segundo a imprensa local, os criminosos pedem 30 bitcoins, valor equivalente a cerca de dois milhões de euros (R$ 12 milhões). O governo municipal evitou confirmar oficialmente a quantia ou a autoria do ataque, alegando que a omissão é necessária por motivos táticos de investigação.
A apuração indica que o coletivo Rhysida seria o responsável. O grupo já assumiu a autoria de um ataque semelhante contra a Biblioteca Britânica em 2023, ocasião em que exigiu 20 bitcoins e publicou 500 mil arquivos na dark web após a instituição se recusar a pagar o resgate.
O ataque em Berlim começou no dia 14 de agosto e deixou repartições de habitação e meio ambiente isoladas da rede por uma semana. O incidente impossibilitou pagamentos e pedidos de auxílio-moradia. Posteriormente, as administrações de construção e transporte também foram desconectadas preventivamente.
Embora as autoridades tenham dito inicialmente que não houve roubo de informações, admitiram nesta semana que dados pessoais foram afetados. A imprensa local informa que os invasores acessaram senhas e registros de processos por infrações administrativas, com ameaça de publicação dos arquivos em sete dias.
Os serviços de segurança da Alemanha trabalham para prender os autores e apurar a extensão do vazamento. O episódio ocorre a pouco mais de um mês da eleição municipal de 20 de setembro. A vice-prefeita Iris Spranger afirmou que o crime cibernético não deve afetar a realização do pleito.


