O prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, rejeita a cessão de polideportivos e outros espaços urbanos com infraestrutura de saneamento para abrigar imigrantes. A medida trava a estratégia do governo de Pedro Sánchez, que busca locais para acelerar a identificação dos migrantes e viabilizar as devoluções rápidas.
A crise em Ceuta se concentra na dificuldade de encontrar locais adequados para a instalação de abrigos temporários. O governo central prioriza espaços que já possuam banheiros e redes de esgoto, facilitando a logística de acolhimento imediato.
Vivas, líder do Partido Popular na cidade, nega sistematicamente a liberação desses prédios situados em zonas habitadas. A recusa impede que a administração federal agilize as filiações dos estrangeiros, etapa necessária para processar as repatriações.
Nesta terça-feira (26), o prefeito afirmou que pretende se trancar nos polideportivos caso o Executivo tente utilizá-los. Ele declarou que incentivará a população a acompanhá-lo na ação de resistência.
Segundo Vivas, a tentativa de usar esses equipamentos públicos não será aceita. O gestor disse que se fecharia nos locais se o governo de Sánchez insistisse na ocupação dos espaços.

