O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classificou Fernando Haddad como “fanfarrão” e afirmou que o ex-prefeito possui dislexia. A fala ocorreu durante entrevista na quinta-feira, 13, ao comentar o papel do Ministério Público no combate ao tráfico de drogas na Cracolândia.
Nunes respondeu a questionamentos sobre o debate entre Haddad e o governador Tarcísio de Freitas, realizado no último domingo, 8. O petista havia atribuído parte do mérito das ações na Cracolândia ao Ministério Público. O prefeito não desconsiderou a importância do MP, mas sustentou que a ação envolveu articulação da Prefeitura e do governo estadual.
Em janeiro de 2023, Tarcísio reuniu representantes da Prefeitura, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e outras instituições para traçar uma estratégia conjunta para a Cracolândia. Naquela ocasião, o vice-governador Felício Ramuth conduziu o grupo pelo governo estadual, enquanto Edson Aparecido representou a Prefeitura. Atualmente, 3,3 mil pessoas recebem tratamento para dependência química em estruturas municipais e estaduais.
O prefeito criticou o programa De Braços Abertos, da gestão Haddad, que fornecia recursos a usuários de crack. Nunes chamou a política de “mentirosa, irresponsável, incompetente”, alegando que o programa piorou a situação, chegando a 4 mil usuários. Ele acusou Haddad de usar o dinheiro destinado aos usuários para abastecer traficantes.
Além disso, Nunes anunciou intenção de processar Haddad por declarações feitas em outro debate. O ex-prefeito afirmou que recursos de um contrato de Wi-Fi público foram desviados para o Primeiro Comando da Capital e para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Nunes disse que o contrato, que mantém cerca de 3,2 mil pontos gratuitos, passou por análise do Ministério Público e que ele responderá judicialmente pelas alegações.

