A Prefeitura de Macaé intensificou o monitoramento da comunidade da Fronteira após o avanço do mar provocar novos impactos em áreas afetadas pela erosão costeira. A Defesa Civil realizou seis atendimentos a famílias em pontos críticos nesta quarta-feira (26), enquanto a Marinha do Brasil manteve o alerta de ressaca até as 9h desta quinta-feira (27).
A maior parte dos imóveis atingidos nesta última ocorrência já estava interditada, segundo a administração municipal. As famílias removidas optaram por permanecer em casas de parentes e foram orientadas a procurar a Secretaria Executiva de Habitação para acessar as medidas de assistência disponíveis.
O aviso da Marinha do Brasil prevê ondas entre 2,5 e 3 metros. A recomendação é que banhistas, pescadores e visitantes evitem atividades próximas ao mar. Pequenas embarcações devem suspender a navegação e, em casos de acidente, o resgate deve ser solicitado exclusivamente ao Corpo de Bombeiros.
Atualmente, 270 famílias da região são beneficiárias do programa de Aluguel Emergencial, enquanto outras 30 recebem o Auxílio Emergencial. O município também utiliza a Compra Assistida para retirar moradores de áreas de risco definitivo, indenizando o valor do imóvel. Em 2025, foram feitas 59 aquisições e, em 2026, cerca de 20 imóveis já foram adquiridos.
A prefeitura realiza vistorias, interdições e demolições programadas de casas já interditadas. As ações preventivas baseiam-se em estudos sobre a erosão costeira desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).
Equipes da Defesa Civil atuam em conjunto com as secretarias de Habitação e Desenvolvimento Social. O órgão municipal informou que continuará acompanhando a área e está preparado para realizar novas remoções caso surjam situações de risco.


