A Prefeitura do Rio inaugurou, neste domingo (30), uma ciclofaixa de lazer com 7,2 quilômetros de extensão na orla da Zona Sul. O novo espaço interliga os bairros do Leblon, Ipanema e Copacabana, funcionando todos os domingos e feriados, das 8h às 16h, ocupando a faixa de rolagem junto ao canteiro central.
O percurso abrange as avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica, além da Rua Francisco Otaviano. Para viabilizar a operação, as interdições no trânsito ocorrem entre 7h e 17h. Nesses horários, fica proibido estacionar nos canteiros centrais das avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto.
A abertura do espaço coincide com o início de uma operação educativa para fiscalizar bicicletas elétricas e veículos autopropelidos. A ação envolve a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Guarda Municipal. Agentes utilizam dinamômetros para aferir a velocidade máxima de fabricação dos equipamentos.
O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, informou que a fiscalização terá caráter preventivo até 31 de outubro. A partir de segunda-feira (31), as abordagens serão realizadas de forma itinerante em diversos pontos da cidade. O objetivo é orientar os usuários sobre limites de velocidade e locais permitidos para circulação.
A operação mobiliza 211 agentes, sendo 173 guardas municipais e 38 profissionais da CET-Rio. A estrutura de monitoramento inclui 35 pontos de controle, nove viaturas, um caminhão, drone e dois mil cones. As equipes atuam para impedir a entrada de carros e motocicletas na área de lazer, além de combater o comércio irregular.
O inspetor-geral da Guarda Municipal, Itaharassi Bomfim Junior, explicou que a prefeitura busca fazer cumprir o decreto que proíbe bicicletas na área de lazer, exceto para crianças de até oito anos. A medida visa ampliar a capacidade da ciclovia permanente e reduzir conflitos entre quem pedala e quem caminha ou corre pela orla.
O subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito, afirmou que a nova ciclofaixa organiza a circulação e amplia o espaço de convivência. Raphael Pazos, fundador da Comissão de Segurança do Ciclismo do RJ, disse que a iniciativa é excelente, mas depende do respeito às regras de trânsito pelos usuários.

