A volatilidade do petróleo, que voltou a US$ 90 por barril, levanta questionamentos sobre a renda fixa. Pierre Jadoul, diretor-executivo da ARX Investimentos, afirmou que os títulos prefixados são o instrumento mais vulnerável em caso de inflação persistentemente elevada.
O gestor da ARX divulgou carta a cotistas nesta semana, explicando que, em um cenário fiscal normalizado e com juros em queda, os prefixados podem gerar maior retorno. Contudo, ele considera que, se a inflação acelerar, esses títulos sofrem mais.
Jadoul também criticou a concentração em ativos atrelados ao CDI. Segundo ele, essa alocação excessiva representa risco ao focar em um único fator, a taxa nominal curta. Ele apontou dois desdobramentos: o risco de reinvestimento e a erosão do retorno real em um regime inflacionário.
Em comparação aos outros indexadores, os ativos atrelados à inflação mostram assimetria superior. Para mitigar o impacto do imposto de renda sobre a recomposição do principal, o profissional destacou LCIs, LCAs e debêntures incentivadas, especialmente as de infraestrutura.


