A Premier League inicia a temporada 2026/2027 nesta sexta-feira (21) com mudanças em sua estrutura de negócios e nas regras de controle financeiro. O campeonato, que teve receita agregada de £ 6,8 bilhões na edição anterior, adota o modelo de custo-elenco para limitar gastos com elenco.
A nova temporada ocorre com calendário ajustado devido à expansão da Copa do Mundo de 2026. O diretor executivo da liga, Richard Masters, afirmou que o cenário para a organização está “muito diferente”. No mercado de aquisições, o Fenway Sports Group vendeu participação minoritária no Liverpool para a 1892 Holdings, grupo que conta com investidores como Jeff Bezos e Eduardo Saverin, avaliando o clube em mais de US$ 7 bilhões.
As regras de relação custo-elenco (SCR) entraram em vigor, limitando os gastos com elenco a 85% da receita total do clube, sendo o teto de 70% para equipes classificadas à Uefa. O relatório da consultoria Deloitte indicou que o prejuízo agregado antes de impostos na liga subiu 600%, atingindo £ 948 milhões. Apesar disso, os clubes ultrapassaram a marca de £ 2 bilhões em contratações na janela de meio de ano.
A liga também lançará o projeto piloto de transmissão própria, Premier League +, em Singapura. O serviço por assinatura, que oferecerá os 380 jogos em tempo real, custará S$ 44 mensais. Outra alteração comercial foi o fim do patrocínio máster de casas de apostas, forçando 11 clubes a buscar novos parceiros, gerando impacto estimado em £ 80 milhões em receitas.


