O Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 encerrou sua terceira edição na noite da última terça-feira, em São Paulo. A cerimônia premiou 27 obras em diferentes categorias, abrangendo medicina, comunicação, economia e história. Dos 2.085 inscritos, 135 trabalhos avançaram para a seleção final.
Cada obra vencedora recebeu o valor de R$ 5 mil, e 25 editoras foram homenageadas. Nina Beatriz Stocco Ranieri assumiu a curadoria do Jabuti Acadêmico nesta edição. Na área de Artes, o prêmio foi concedido a “Augusta Candiani: a prima-dona da época de D. Pedro II”, de Andrea Carvalho Stark, publicada pela Editora da Unicamp.
A pesquisa “Cinema Negro no Feminino: afeto e pertencimento além das telas”, organizada por Ceiça Ferreira e Edileuza Penha de Souza, foi selecionada entre cinco títulos em Artes. A coletânea, publicada pela Nau Editora em 2025, reúne mais de 20 artigos sobre a produção audiovisual de mulheres negras brasileiras. A pesquisa nasceu de um trabalho realizado entre Goiás e Brasília.
Ceiça Ferreira, professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), comentou que a indicação reconhece o trabalho desenvolvido fora dos centros tradicionais de produção acadêmica. Edileuza Penha de Souza, cineasta e pesquisadora vinculada à Universidade de Brasília (UnB), afirmou que é fundamental haver mais publicações sobre a invenção e resistência de mulheres negras no cinema.

