O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, afirmou que a taxa de juros atual é um absurdo e representa um desafio para o empresariado. Segundo Noleto, o Brasil já possui condições macroeconômicas para a redução da taxa Selic, que está em 14% ao ano.
A taxa Selic havia sido reduzida em 0,25 ponto percentual no dia 5 de agosto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, caindo de 14,25% para 14% ao ano. Noleto declarou que seu papel na ABDI é defender a indústria, setor que sofre com o patamar atual dos juros.
Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos setores brasileiros em julho, o presidente da agência classificou a situação como uma guerra comercial. Ele afirmou que o governo brasileiro não quer enfraquecer a relação com os EUA, mas que o segundo escalão do governo norte-americano tem sido irresponsável ao atribuir mentiras ao Brasil para justificar a medida.
Noleto avaliou que o cenário de tarifas dos EUA torna o acordo entre Mercosul e União Europeia mais forte do ponto de vista geopolítico. Para ele, a situação se tornou uma oportunidade para que ambos os lados acelerem a concretização do tratado.
O presidente da ABDI também defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, classificando a medida como a defesa do futuro do Brasil. Ele afirmou acreditar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) será aprovada no Senado, demandando apenas pequenos ajustes para setores que precisem excepcionalizar a regra.
Quanto à proposta do candidato Romeu Zema de privatizar a Petrobras e o BNDES, Noleto chamou o autor da ideia de imbecil. O presidente da ABDI afirmou que o setor produtivo e o agronegócio não suportariam a venda do BNDES, pois a indústria não conseguiria os recursos necessários para financiamento com os juros atuais.


