A Justiça de São Paulo revogou nesta quinta-feira, dia vinte, a decisão que garantia a permanência de Fernando José Moredo, presidente do grupo Trasmontano Saúde, no comando da empresa. O empresário é alvo de acusações de crimes sexuais feitas por funcionárias.
Os relatos das supostas vítimas começaram a surgir no final de maio, envolvendo pelo menos quatro pessoas. Uma comissão interna do grupo já havia determinado a retirada de Moredo do comando. Na segunda-feira, dia dezessete, funcionários impediram que ele entrasse no Hospital Igesp, onde fica seu escritório.
A revogação ocorreu após denúncias de que Moredo teria feito abordagens intimidatórias a colaboradores, ameaçado rescindir contratos de quem denunciou e articulado nomeações. A defesa do empresário alega que as acusações são parte de um complô orquestrado pela primeira denunciante. O advogado Miguel Silva afirmou que o cliente é vítima de vingança.
O Trasmontano Saúde, fundado em mil novecentos e trinta e dois, atua como plano de saúde e possui unidades hospitalares em São Paulo. Moredo dirige a entidade há trinta anos. Depoimentos gravados pela comissão interna e novas notícias chegaram ao Ministério Público, detalhando comentários de teor sexual e tentativas de toques indesejados.
A defesa sustenta que não há provas das acusações sexuais e que o procedimento administrativo foi conduzido ilegalmente. O magistrado da 40ª Vara Cível, Fernando José Cúnico, havia suspendido a apuração interna, mas voltou atrás após relatos de constrangimento de funcionários durante as investigações.


