Alberto Musalem, presidente do Federal Reserve (Fed) de St. Louis, defendeu a manutenção de uma postura restritiva para levar a inflação dos Estados Unidos à meta de dois por cento. Ele apontou que a inflação subjacente, desconsiderando choques de oferta, se mantém entre 2,5% e 3%, necessitando de um ajuste em 18 meses.
Musalem disse que apoiou a decisão anterior de elevar os juros. Segundo ele, aumentos graduais e antecipados são melhores do que reações posteriores, que poderiam ser maiores e mais abruptas. Para o dirigente, a inflação é o principal desafio da política monetária americana, pois o aumento do custo de vida preocupa famílias, empresas e governos locais.
O presidente do Fed de St. Louis explicou que a alta de preços não se deve apenas a choques de oferta, como tarifas ou energia. Ele identificou forças de demanda persistentes, incluindo investimentos ligados à inteligência artificial. Essa expansão da IA afeta a economia por meio de gastos de capital das empresas e pela valorização de ativos.
Musalem mencionou que a disputa por capital entre o financiamento governamental e o avanço da IA pressiona as taxas de juros. Apesar disso, ele afirmou que as expectativas de inflação estão ancoradas e a credibilidade do Fed não está em xeque. O dirigente também reconheceu dados recentes de mercado de trabalho abaixo do esperado, mas disse que uma única divulgação não muda sua avaliação.

