O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reconheceu em entrevista à televisão estatal na noite de sexta-feira (28) que as sanções impostas pelos Estados Unidos prejudicam a economia do país. A declaração ocorre dias depois de o governante afirmar que as medidas americanas não alcançariam nenhum resultado.
Pezeshkian informou que as exportações e importações iranianas recuaram entre 25% e 35% nos últimos meses. O declínio coincide com a implementação de um bloqueio naval dos EUA aos portos do país, em um cenário de conflito aberto iniciado em 28 de fevereiro após ataques americanos e israelenses.
O presidente defendeu o aumento do preço da gasolina, combustível fortemente subsidiado no Irã, que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. A medida é considerada politicamente sensível no país.
Na última quarta-feira, o vice-presidente Mohammad Jafar Ghaempanah declarou que o bloqueio naval impede a importação de gasolina em volume suficiente para suprir o consumo interno. Na mesma data, Pezeshkian havia dito que as sanções não teriam efeito.
O governo dos Estados Unidos busca a asfixia econômica de Teerã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira um plano para intensificar o bloqueio e ameaçou com consequências severas as nações que comercializem com o Irã.
As restrições atuais integram um regime de sanções vigente desde 2018, quando Donald Trump retirou Washington do acordo internacional de 2015 sobre o programa nuclear iraniano.

